REVISTA DA ABEQUA |
| ATENÇÃO: a revista da ABEQUA já está registrada no ISSN 2176-6142 |
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DIVULGAÇÃO |
A pedido dos editores, a ABEQUA informa seus associados a recente publicação (2009)do livro: Geology and Geomorphology of Holocene Coastal Barriers of Brazil, editado por Sérgio Dillenburg e Patrick Hesp.
Colaboraram no livro vários associados da ABEQUA. O livro tem 11 capítulos e 380 páginas. Confira o Sumário e o Prefácio.
O link com a editora Springer é: http://www.springer.com/earth+sciences/book/978-3-540-25008-1 |
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ATENÇÃO |
CARTA ABERTA DO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDOS DO QUATERNÁRIO - ABEQUA
SOBRE A PRISÃO DOS PESQUISADORES BRASILEIROS E AMERICANOS NO PANTANAL SULMATOGROSSENSE
Em 18 de junho soube por colegas e pela imprensa da inusitada e alarmante situação de dois colegas brasileiros (Aguinaldo Silva e Fabrício Aníbal Corradini) e três norte-americanos (Mark Andrew Trees, Kelly Michael Wendt e Michael Matthew McGlue) que desenvolviam pesquisas no Pantanal Mato-Grossense. Eles tinham sido detidos e presos pela polícia federal e acusados de diversos crimes. Ficamos estarrecidos!
Compreendemos que a Polícia Federal tem suas preocupações com a legalidade das atividades que se desenvolvem em território nacional, mas também consideramos que uma nação que se pretende moderna e inserida no cenário internacional deve ter uma polícia que saiba discernir quais são as atividades deletérias à nação.
Não pretendo abordar as questões técnicas, legais ou burocráticas sobre os fatos, porque não me sinto capacitado, mas, gostaria de alertar as autoridades sobre questões de cidadania, direitos humanos e relações internacionais.
Entendo que as atividades científicas sejam de difícil compreensão para leigos. Afinal o que é o Quaternário? Porque temos que coletar saquinhos de “terra”? Por que estrangeiros fazendo pesquisas aqui?
As perguntas mais frequentes que nos fazem no campo quando estamos desenvolvendo atividades de pesquisa são: estão procurando ouro? Estão procurando petróleo? Como a resposta é não, a pergunta que segue é: para que serve o que estão fazendo?
Talvez algumas perguntas teriam ajudado a Policia Federal a entender o que nossos colegas estavam fazendo. Ficaria claro que, coletar sedimentos (terra) para análises de laboratório e compreender, por exemplo, as mudanças climáticas do passado, não envolve nenhum crime ambiental, biopirataria ou usurpação do patrimônio da União tais como lavra e extração de recursos minerais. Estes estudos contribuem, e muito, para melhor compreender as mudanças climáticas futuras e seus efeitos sobre os mais diversos aspectos da vida nacional, tais como produção agrícola, riscos de acidentes naturais provocados por tempestades (enchentes, deslizamentos e erosão costeira), entre outros.
Acredito que nenhum crime tenha sido cometido, mas as consequências dos acontecimentos certamente trarão prejuízos à nação.
A cooperação internacional entre pesquisadores é uma das melhores formas que os países têm encontrado para manter a ciência e os cientistas atualizados. A cooperação internacional é fortemente incentivada pelo Governo Federal, pelo Ministério de Educação e pelas agências de fomento tais como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes. Universidades, cursos, programas, professores e pesquisadores são avaliados pela sua inserção internacional, pelos seus convênios internacionais etc.
Somente são avaliados com nota máxima aquelas Universidades, programas ou cursos que têm ampla cooperação internacional.
A cooperação quase sempre se inicia por iniciativas pessoais de pesquisadores e, pouco a pouco, se consolidam por meio de projetos, programas e acordos de cooperação bi ou multilaterais entre Universidades e Governos. Em todas as áreas, centenas, talvez milhares, de pesquisadores estrangeiros visitam o nosso país para participar de diversas atividades de ensino e pesquisa. Muitos participam dos trabalhos de campo, uma prática corriqueira na nossa área. Por outro lado, centenas de pesquisadores brasileiros participam destas mesmas atividades de campo em diversos outros países. É uma das máximas da geologia que: como o objeto de estudo não pode ser trazido ao laboratório (a Terra), nos temos que ir até ele.
Alunos de pós-graduação e pesquisadores associados a instituições nacionais (UNESP) e internacionais (Universidade do Arizona) de reconhecida competência e serviços deveriam ser tratados como inocentes até prova em contrário, aliás, como todo cidadão.
Considero que estes tipos de ações e tratamento a pesquisadores internacionais, prejudicam bastante os esforços que as instituições de ensino e pesquisa têm realizado para contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.
Peço, respeitosamente, que a Polícia Federal leve em consideração estas reflexões nesta ou em futuras ações que visem preservar o patrimônio da união.
Prof. Dr. Rodolfo J. Angulo
Presidente da ABEQUA 2008-2009
angulo@ufpr.br
Fone 041 3361 3135
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LIVRO DA ABEQUA |
Caros colegas quaternaristas.
A Editora Holos, na forma de doação, ofereceu para a ABEQUA uma pequena quantidade do livro Quaternário do Brasil, organizado pelos colegas Kenitiro Suguio, Célia Regina de Gouveia Souza, Antônio Manoel dos Santos Oliveira e Paulo Eduardo de Oliveira, com a colaboração de muitos dos colegas associados à ABEQUA.
Este livro está com sua edição esgotada, e os poucos exemplares ainda à venda nas livrarias custam em torno de R$120,00.
A Diretoria decidiu colocar os exemplares doados à disposição dos associados com interesse no Quaternário do nosso país, mediante o pagamento de R$ 90,00 (noventa reais), inclusa a taxa de remessa pelo correio.
Os colegas que quiserem adquirir um dos poucos exemplares disponíveis, devem efetuar o pagamento da doação na conta da ABEQUA:
Banco do Brasil, (001)
Agência: 3559-9
Conta: 2.208 - X
O depósito deverá ser comunicado com o envio do comprovante via email (mgtessle@usp.br) ou fax (11 3091-6631), indicando o endereço completo para onde desejam que o voume seja remetido.
Atenciosamente,
A Diretoria 2008/2009
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